O projeto

A exposição Infância Refugiada / Refugge Childhood – Palestinians at Turkey, Lebanon e Syria é uma mostra individual da fotógrafa brasileira Karine Garcêz, que capta as expressões de crianças e adolescentes palestinos que vivem em campos de refugiados distribuídos na Turquia, Líbano e Síria. As fotos foram feitas em 2014, durante viagem de caráter humanitário de Karine Garcêz integrando missão da Organização Não-Governamental holandesa Al Wafaa Campaing. O nome da Ong significa cumprindo a campanha.

A exposição tem objetivo de apresentar um registro da infância nos campos de refugiados, gerar reflexões sobre a responsabilidade que a comunidade internacional tem diante da dura realidade da guerra e ausência de direitos sociais básicos, condições as quais essas crianças são submetidas. Infância Refugiada / Refugee Childhood busca por meio da exposição arrecadar fundos para compra de material escolar, para as crianças refugiadas por meio da venda de produtos personalizados, elaborados para o projeto, como as bonecas de Pano Mariam e Sarah, personagens da Webcomic , criada pela equipe Genesis , do curso de Mídias da Universidade Federal do Ceará – UFC , confeccionadas pela TiliArte artesanato, Marcadores de página, cartões postais. Infância Refugiada / Refugee Childhood em sua exposição tem a parceria com o Projeto Fotografia Tátil, do Curso de Arquitetura e Designer da Universidade Federal do Ceará – UFC para que pessoas cegas e com deficiência Visual possam ver as fotos por meio do tato, tornando assim a exposição inclusiva.

Em 2014 e 2015 viajei para Síria, Líbano e Turquia, desta vez com um pouco mais de conhecimento na arte de fotografar. Mais que isso, o conhecimento da cultura local, importante para que possamos ter mais flexibilidade de trabalho, me trouxe a reflexão novamente sobre o que se mostra do Oriente Médio, o que se apresenta sobre refugiados, sempre a mesma linguagem de espetacularização da dor, das tragédias. Contudo, eu não queria mais o mesmo. Queria por meio da fotografia congelar olhares que pudessem me contar sua história, sua dignidade e as crianças têm sempre mais a dizer, pois se expressam de forma muito verdadeira.

Como nasceu o projeto

Fotografia é congelar um lapso de tempo, nos encher de saudade pela memória registrada, eternizar um rosto, que não queremos esquecer jamais. São tantas possibilidades na ação de fotografar, que não há como relacionar todas. Do mesmo modo, é minha relação com a fotografia quando ela começou, pois o que me motiva é uma mistura de tantos sentimentos que não consigo explicar.

 

Essa relação iniciou em minha viagem à Arábia Saudita, para realizar um dos pilares da minha fé Islâmica, o Hajj, peregrinar em torno da Kaaba, repetir os passos dos Profetas Adão, Abraão e Mohamad. Queria congelar essa ação, mas, como estudante de Relações Internacionais, ainda sem conhecimento técnico da fotografia, pensei além. Pensei no registro das inúmeras culturas ali reunidas, expressas em 5 milhões de pessoas, todas fazendo a mesma ação, porém carregadas de suas histórias sociais, econômicas e culturais. A fotografia foi se desenhando em minha mente, me colocando o desafio de como ela e as Relações Internacionais poderiam se fundir. Sem o conhecimento do fotografar, mas com o olhar movido pela mente e o coração, aceitei esse desafio. Esse desafio me levou à Faixa de Gaza em novembro de 2012 onde consegui algumas aulas com um fotojornalista, professor da Universidade de Gaza, considerado um dos melhores da região, com prêmios internacionais.

Elas, como as principais vítimas da espetacularização, da violência e da miséria humana, nos dão de graça seus sorrisos, sua vida e seu futuro e nos contam por meio de suas expressões que, apesar de terem se tornados adultas forçadamente, isso não lhes tirou a inocência de serem crianças. Meu desafio era esse: meu conhecimento de Relações Internacionais, de fotografia e da cultura desses povos me davam o dever de congelar, denunciar e transformar em arte tudo o que via e sentia, apesar de minha dificuldade de expressar em palavras tudo isso. Sentia como se a fotografia conseguisse escrever para mim. O apoio recebido pela Al Wafaa Campaign para as viagens, poder acessar lugares esmos que os Organismos Internacionais não conseguem alcançar enriqueceram toda essa experiência e busca por conhecimento.

 

Como resultado desse desafio, nasceu o Projeto Infância Refugiada que apresenta ao público uma realidade da qual se sentem tão distantes, que quebra os paradigmas acerca dos refugiados e torna os olhares mais humanos. Meu desejo é que, através desse projeto, as pessoas voltem às suas vidas cotidianas com um pouco de cada olhar, sorriso, expressão e histórias dentro de si de modo que seus olhares do dia a dia se tornem diferentes e que a transformação qual eu passei possa atingir a vocês de forma positiva. Fotografar é escrever com a luz. Ser criança é a expressão do amor, da prosperidade e o Projeto Infância Refugiada escreveu com a luz o amor assim como me revelou que é o amor que me faz escrever com a luz.

A realidade de crianças refugiadas é tema de exposição na Matilha Cultural

Mostra reúne imagens sobre a infância nos campos de refugiados localizados na Turquia, Líbano e Síria

Saiba Mais

Evento de Abertura Exposição Infância Refugiada

Karine Garcez – Micro biografia

 

Fotógrafa documental, ligada à luta internacionalista por justiça social, trabalhou em campos de refugiados do Oriente Médio. Retratou as crianças e montou a campanha Infância Refugiada, destinada a levantar fundos para a educação de meninas e meninos expatriados.

 

Estudante de Relações Internacionais, é representante no Brasil da ONG holandesa de ajuda humanitária Al-Wafaa Campaign e palestrante do Projeto Muslimah, que explica, nas escolas, os fundamentos do Islã, defendendo a tolerância religiosa e o direito de cada um à escolha da própria fé.

Imprensa

Exposição em Fortaleza retrata o cotidiano de crianças refugiadas no Oriente Médio

[Rádio Verdes Mares]

A exposição fotográfica Infância Refugiada, da cearense Karine Garcêz, foi inaugurada no último 10, Dia Internacional dos Direitos Humanos, no Museu da Imagem e do Som e segue em cartaz até o dia 15 de fevereiro…

Leia a Matéria

Fotógrafa cearense realiza exposição sobre crianças refugiadas

[Rádio Universitária FM]

O Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS-Ce) abriga, até 18 de fevereiro, a exposição fotográfica autoral Infância Refugiada. Realizada pela fotógrafa cearense Karine Garcêz, a mostra retrata o cotidiano de crianças e adolescentes palestinos refugiados…

Leia a Matéria

Exposição em Fortaleza retrata o cotidiano de crianças refugiadas no Oriente Médio

[Papo Cult]

Para marcar o Dia Universal dos Direitos Humanos, o Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS-CE), abre neste sábado, às 16h, a exposição fotográfica “Infância Refugiada”, de Karine Garcêz…

Leia a Matéria

Seja um patrocinador

  • Patrocínio R$ 20.000,00

    • 2 Bonequinhas de Pano – Mariam e Sarah (35 cm);

    • 6 Bonequinhas Chaveiros – Mariam e Sarah;

    • 3 Canecas personalizadas;

    • 15 cartões postais (3 modelos preparados);

    • 15 Bottons (3 modelos preparados);

    • 15 marcadores de texto(3 modelos preparados);

    • 1 Foto da exposição ao final do projeto;

    • Nome ou logomarca em destaque, como patrocinador nos materiais promocionais da exposição: mídias sociais, site ,banner e folders.

Seja nosso patrocinador
  • Co-Patrocínio R$ 6.500,00

    • 1 kit de souvenir da exposição contendo:
    • 2 bonequinhas de Pano – Mariam e Sarah (20 cm);
    • 10 cartões postais (3 modelos preparados;)
    • 10 Bototns (3 modelos preparados);
    • 15 marcadores de texto(3 modelos preparados);
    • Nome ou logomarca em destaque como co-patrocinador nos materiais promocionais da exposição : mídias sociais, site ,banner e folders.

Seja nosso co-patrocinador

Nossos Patrocinadores

Nosso Co-Patrocinador

Nossos Parceiros

Fale Conosco

""
1
Nome
Contato
Mensagem
0 /
Previous
Next